Além de escolas de samba como Mocidade Unida da Vila Falcão e Acadêmicos do Cartola, o ritmo também está presente nas ruas da cidade
Ivan Rossi e João Fortuna
OUÇA A PLAYLIST: O SAMBA É PRETO:
(Amor e samba – Banco de imagens: prefeitura de Bauru / reprodução)
O samba é mais do que um simples ritmo musical. É um ato de resistência que pulsa nas veias da cultura afro-brasileira, conectando gerações e resgatando histórias de ancestralidade. Em Bauru, cidade do interior paulista, o samba permanece forte em suas raízes, trazendo consigo memórias, resistências e celebrações de um povo que só quer sorrir.
Conversando com o sambista e rei momo Geraldo Antônio Inhesta, um representante das tradições do samba bauruense, notamos o quanto o ritmo é vivo no dia a dia da cidade. Perguntado sobre a presença da cultura em Bauru, o sambista não hesitou em afirmar: “O ritmo é presente na cidade, os comerciantes entendem que o samba atrai clientes”.
Geraldo também comenta que o samba é mais do que uma simples melodia, é uma forma de conexão com sua identidade e ancestralidade. Além de frequentar as tradicionais escolas de samba, ele vive o samba em sua rotina.
“Todos os ambientes que têm samba, eu procuro frequentar, pelo menos umas três vezes por semana”. Essa dedicação não apenas mostra sua paixão pelo ritmo, mas também sua luta para manter viva essa chama do samba bauruense.
Em meio aos ritmos e coreografias, as escolas de samba de Bauru desempenham um papel importante na preservação da cultura afro-brasileira na cidade. Geraldo destaca isso com orgulho. “A Mocidade Unida da Vila Falcão e Acadêmicos do Cartola estão em destaque”.
Durante a nossa conversa, o sambista diversas vezes mencionou em suas falas a frase “preservação da cultura”, o que me fez perguntar sobre qual a importância dessa manutenção do samba.
Geraldo fala que a importância de manter viva essa cultura vai além das notas musicais. “É uma cultura de resistência que sobreviveu a tudo, já foi criminalizada e hoje é ferramenta chave em elevar a autoestima de nossa raça.”
O samba é uma afirmação de identidade, uma lembrança constante das lutas e conquistas da comunidade negra, além de uma fonte de amor e união!
Autoestima e afirmação essa que vem do simples fato de se sentir vivo e ativo, como me conta o dançarino, “A sensação é única, se sentir aceito e admirado pela plateia não tem preço, é quase uma sensação de poder”
Para finalizar nossa conversa, perguntamos sobre onde podemos acompanhar e curtir um samba em Bauru, Geraldo responde com felicidade no rosto: “BB.Batatas, Bar do Bamba e Seo Quintino Botequim tem um bom samba toda semana”.
| BB.Batatas: | Endereço: R. Gustavo Maciel, 22-06 – 22-06 – Jardim Nasralla, Bauru – SP, 17012-110 |
| Bar do Bamba | Endereço: R. Antônio Alves, 29-18 – Jardim Aeroporto, Bauru – SP, 17012-431 |
| Seo Quintino Botequim: | Endereço: R. Quintino Bocaiúva, 8-84 – Jardim Estoril, Bauru – SP, 17015-100 |
Antes de acabar, ele ainda afirma sorrindo que para ele, em todos os bailes e bares é obrigatório tocar o ritmo, se não tem algo errado.
Voltamos ao começo onde afirmo que o samba é mais do que um simples ritmo musical, é uma celebração da vida, uma afirmação de identidade e uma manifestação de amor e resistência negra.
Griôs como Geraldo Antônio Inhesta são os principais responsáveis por manter viva essa chama da cultura afro-brasileira nas ruas da cidade. Com essa liderança, o ritmo do samba continua vivo, inspirando e encantando gerações.





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