Medidas garantem ensino, pesquisa e extensão também na cidade de Bauru

Giovana de Luccas, Marcela Evangelista, Marianna Montenegro e Vinícius Mattiusso

No dia 30 de abril de 2024, o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apresentou uma proposta à Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), que visava incorporar três novas instituições de ensino superior à distribuição da fatia de 9,57% da arrecadação do ICMS, que já é destinada à USP, Unesp e Unicamp. 

As outras universidades beneficiadas seriam a Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e a Fundação Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP), que receberiam parte do valor a partir de 2025.

Após pressão das instituições universitárias, Tarcísio recuou da proposta, três dias depois de sua apresentação.

Atualmente, com 2024 como ano-base, o orçamento arrecadado do ICMS é dividido da seguinte maneira:

  • USP: R$7.759.672.099,00 (5,03%)
  • Unesp: R$3.617.400.376,00 (2,34%)
  • Unicamp: R$3.387.749.875,00 (2,20%)

Fonte: Conselho Universitário 

Com o projeto orçamentário inicialmente proposto pelo governador, o valor destinado apenas às três instituições seria redistribuído, e a USP, Unesp e Unicamp passariam a receber cerca de R$360 milhões a menos no total. Entre elas, a Unesp, que já recebe uma das menores quantias de financiamento, teria o orçamento reduzido em cerca de R$100 milhões em 2025, de acordo com Pasqual Barretti, reitor da Unesp. 

Além da arrecadação do ICMS, a Unesp tem a receita própria e os recursos vinculados como fontes de renda. A soma de todas elas totaliza mais de 4 bilhões de reais (R$4.226.264.436,00). 

Fonte: Conselho Universitário

A peça orçamentária é o que define como os recursos serão usados e autoriza as despesas da Unesp. Neste ano, o Conselho Universitário aprovou, entre outros, os gastos para a reserva de contingência, investimento em obras, reformas e equipamentos, sentenças judiciais e despesas de custeio, ou seja, aquelas destinadas à permanência estudantil e à graduação, por exemplo. Além disso, é preciso considerar o salário de todos os funcionários da Unesp, que somavam cerca de 11 mil docentes e servidores técnicos administrativos ativos, em 2022.

Fonte: Conselho Universitário

O Escritório de Gestão de Dados (EGD) da Unesp aponta que, ao total, 47.459 alunos estão matriculados atualmente. Desses, 11. 855 estudam nos 139 programas stricto sensu de pós-graduação da Unesp e 35.612 são alunos nos 136 cursos de graduação. Entre os alunos da graduação, a maioria é mulher.

A Universidade Estadual Paulista teria, portanto, cerca de 89 mil reais disponíveis por discente. É claro que esse número não reflete o quanto a Unesp gasta por cada aluno, mas evidencia a importância de manter o financiamento adequado para a universidade.

A proposta de Tarcísio, portanto, afetaria diretamente o bom funcionamento dos campi da Unesp, uma vez que os pilares da universidade – ensino, pesquisa e extensão – e todas as atividades que envolvem a comunidade universitária não podem ser deixadas de lado.

Entre as melhores

A Unesp é bem classificada no cenário nacional acadêmico. No Índice Geral de Cursos (IGC), indicador oficial do MEC que avalia a qualidade geral das instituições de ensino, por exemplo, a Universidade Estadual Paulista tem nota máxima

Segundo o THE World University Rankings, ranking que avalia o desempenho global de universidades em suas principais missões – como o ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional – a Unesp foi classificada entre a 601ª e a 800ª posição, de 1.904 instituições avaliadas em 2023. Em relação ao Brasil, foi a 3ª colocada

Já no ranking de melhores da América Latina, a Universidade Estadual Paulista ocupa a 10ª posição, de acordo com a pesquisa desenvolvida pelo QS World University Rankings.

Como ingressar na Unesp?

A Unesp possui diversas opções para o ingresso de alunos da graduação na universidade. A mais tradicional é o Vestibular da Unesp, que é realizado uma vez por ano e é composto por duas etapas, que são realizadas em dias diferentes. A primeira fase conta com 90 questões de múltipla escolha, que abordam conteúdos das áreas de Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Linguagens e Códigos. Passam para a próxima etapa aqueles que atingem a pontuação mínima exigida em cada curso. A segunda prova é feita em dois dias diferentes, um deles é destinado para a resolução de 12 questões discursivas específicas, enquanto o outro é reservado para o desenvolvimento de uma redação e de 12 respostas discursivas para perguntas sobre Linguagens e Códigos. 

A instituição também oferta vagas para alunos participantes e medalhistas de olimpíadas do conhecimento. São 457 vagas adicionais disponibilizadas para cursos de graduação. A classificação é feita de acordo com a pontuação dos inscritos, que é definida pela medalha recebida (ouro, prata ou bronze). Não é necessário que os vestibulandos façam a inscrição no Vestibular da Unesp, mas eles precisam realizar o cadastro pelo site da Fundação Vunesp

Já na modalidade Unesp-Enem, o candidato concorre a uma das vagas remanescentes dos cursos de graduação. Podem se inscrever no processo seletivo os vestibulandos que realizaram ao menos uma das duas últimas edições do Enem. Dessa forma, a pontuação obtida no Exame Nacional do Ensino Médio é utilizada para a classificação dos interessados, em que o peso das provas varia de acordo com o curso. Nessa opção de ingresso, também não há a necessidade de inscrição no Vestibular da Unesp e é proibido que o candidato concorra a mais de uma vaga.

Em 2023, foi aprovada uma nova modalidade de ingresso, o Provão Paulista, destinada exclusivamente aos estudantes de escolas estaduais, da rede regular ou de escolas técnicas do estado de São Paulo. Na sua primeira edição, a Unesp destinou 934 vagas aos candidatos, seguindo critérios técnicos construídos pela Câmara Central de Graduação. Dessas vagas, 35% são reservadas para alunos pretos, pardos e indígenas da rede estadual paulista. 

Política de cotas

Desde 2014, a Unesp realiza seu Vestibular por dois sistemas de inscrição, o Sistema Universal (SU) e o Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública (SRVEBP), sendo a primeira universidade estadual de São Paulo a adotar a Lei de Cotas. No Sistema Universal, todos os inscritos concorrem nessa modalidade, que preenche 50% do total de vagas disponíveis no processo seletivo. Com o SRVEBP, os outros 50% são completados por alunos que cursaram integralmente o Ensino Médio ou o Ensino para Jovens e Adultos em escolas públicas. Essa categoria é dividida em mais um critério, o Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública mais autodeclarados Pretos, Pardos e Indígenas (SRVEBP+PPI), que estabelece que 35% das vagas devem ser destinadas aos vestibulandos que se autodeclaram pretos, pardos ou indígenas.

Essa medida foi acatada com o objetivo de proporcionar a redução da desigualdade socioeconômica, propiciando o equilíbrio de oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional para pessoas de grupos minoritários. Para Fernanda Castor Modolo, aluna do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Unesp de Bauru, essa política é essencial para garantir o acesso de todos na universidade e tornar o ensino um pouco menos desigual. Fernanda, que ingressou na faculdade por meio da reserva de vagas para estudantes do ensino público, também relata que, apesar da importância, a adesão às cotas raciais ainda é baixa na Unesp.

“Apesar das cotas, ainda é raro ver pessoas pretas, pardas e indígenas ocupando esses lugares. É necessária a efetividade de outras políticas de permanência para que a pessoa consiga realizar o sonho de viver a universidade pública. Esse sistema pode ser ainda mais elaborado para abranger a população”, disse ela.

A Unesp Bauru

A Unesp Bauru conta com três faculdades, além da Administração Geral. Foto: Marcela Evangelista

No campus da Unesp de Bauru, o ensino oferecido pela instituição é composto por cursos e alunos da graduação e pós-graduação, dispostos entre a Faculdade de Ciências (FC), a Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) e a Faculdade de Engenharia (FEB). Em 2022, havia 5.643 graduandos distribuídos entre os 20 cursos disponíveis pelas faculdades. Já na pós-graduação, com 21 programas separados em mestrado, doutorado e mestrado profissional, 1.563 alunos estavam matriculados, segundo o Anuário Estatístico da Unesp 2023, cujo ano-base é 2022. 

A pesquisa na universidade: laboratório público contribui para o tratamento da doença de Parkinson

Localizado no Departamento de Educação Física do campus da Unesp em Bauru-SP, o Laboratório de Pesquisa em Movimento Humano – Movi-LAB é um laboratório público, fomentado por entidades como a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a CAPES (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que tem o objetivo de investigar os neuro mecanismos envolvidos no planejamento e controle do movimento humano. 

No espaço, já foram realizadas pesquisas acerca de performance esportiva, porém hoje o principal objeto de pesquisa é o mal de Parkinson, uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central. Segundo o Governo, 200 mil brasileiros sofrem com a patologia a qual não existe cura.

Como o Movi-LAB trabalha?

O laboratório investiga os processos que ocorrem com o corpo após o diagnóstico da doença e também como protocolos de treinamento e atividade física podem ajudar no tratamento e desaceleração dos sintomas

Em uma entrevista, Jônatas Augusto Cursiol, doutorando em Ciências do Movimento que trabalha no Movi-LAB, explicou que “a aplicação do laboratório está voltada para aspectos de controle motor, biomecânica, mas também com elementos de registro cortical (funcionamento do cérebro) e sanguíneo, em uma vertente mais fisiológica”.

Impacto à comunidade

O laboratório também contribui para a existência do Ativa Parkinson, projeto de extensão multidisciplinar da Unesp que oferece atividades gratuitas a pessoas afetadas pela doença. Apesar do projeto não ter uma vertente científica, Jônatas destacou a relação de reciprocidade entre o laboratório e o projeto. “A gente utiliza dos participantes do Ativa Parkinson, convidando-os a participar das pesquisas visando o benéfico para eles mesmos, já que estamos buscando, através da ciência, encontrar estratégias que reduzam a progressão da doença e que tragam melhorias para a qualidade de vida, então de certa maneira é uma troca”, afirmou o doutorando.

“Tudo que a gente encontra de resultado, não beneficia só a nós cientistas, mas a eles também”, complementou. 

José Antônio é um dos muitos impactados pelo projeto. Atualmente aposentado, José contou que o Ativa Parkinson mudou sua perspectiva e trouxe alegria ao seu cotidiano. Ele recebeu o diagnóstico em 2015, quando ainda atuava como advogado, e sua esposa, Silvanir, uma ex-bancária, relatou que foi um momento difícil, “ele ficou muito chateado”, disse. José, que conversou sobre seu passado como um praticante do futebol de campo e salão, continuou a realizar atividades físicas que o ajudaram, mas nenhum estímulo foi tão bem direcionado quanto as aulas do projeto. O fato de se encontrar frequentemente com pessoas que passam pela mesma experiência é um dos pilares do processo. “Antes era só ele”, lembra Silvanir, “agora é diferente, ele vem aqui, interage com pessoas que também tem a mesma dor”. Ela ainda destacou a sensibilidade dos envolvidos e classificou as aulas como “muito completas” pelas atividades físicas e também pela assistência psicológica disponibilizada pelo projeto. Ressaltando a importância do Ativa Parkinson em sua vida, José afirmou: “me dá segurança, são pessoas com interesse em ajudar”.

Além do ambiente acadêmico

Além do apoio ao projeto, o laboratório também utiliza outros métodos para compartilhar informação e chegar ao público, como o uso das redes sociais, participações em programas de rádio e televisão e a presença nas unidades de saúde. Mais pode ser feito a respeito desse assunto, já que Jônatas comentou sobre a ideia de criar um aplicativo gratuito com protocolos de treino destinados ao objetivo de desacelerar a doença.

O que pode melhorar?

O Movi-LAB conta com equipamentos de alto valor e, segundo Jônatas, é “completo em termos de tecnologia”, porém ainda há uma demanda estrutural considerando a disponibilidade do espaço físico dentro do laboratório. “Preciso ser grato e dizer que a gente tem uma estrutura muito boa, entretanto, falta um pouco de melhoria estrutural, ter espaços mais amplos. Porque nossos espaços são um tanto apertados, tem muito equipamento no mesmo ambiente. Você não consegue conduzir, às vezes, mais de um estudo ao mesmo tempo”, declarou o membro do laboratório. 

Também existe a demanda por um local para mais atividades voltadas às pessoas com Parkinson. O doutorando enfatizou a necessidade de disponibilizar uma atividade que envolva artes. “A gente já tem comprovado cientificamente que as atividades de lazer e artesanato são extremamente benéficas para o desenvolvimento cognitivo e, consequentemente, há uma diminuição da progressão da doença. Só que não temos um espaço disponível para fornecer um ateliê de pintura, por mais que não pareça ter um viés acadêmico, agrega muito. A Unesp tem inúmeros espaços para artes, mas pertencem a outros cursos e neste momento não está acessível para nós”, manifestou Jônatas.

Mais informações sobre as atividades do Ativa Parkinson

As aulas acontecem todas às segundas, terças e quintas, das 8h às 9h30 no ginásio do Departamento de Educação Física da Unesp. Para se inscrever, é necessário entrar em contato com o projeto e checar a disponibilidade de vagas.

Tel: (14) 3103-9438
E-mail: movi_lab@outlook.com
Site: https://ativaparkinsonunesp.wordpress.com/

Estudante da Unesp é impactado pela FAPESP e ganha nova perspectiva em pesquisa tecnológica

Como a oportunidade da bolsa oferecida pela FAPESP mudou a trajetória da pesquisa de um estudante e gerou resultados reconhecidos internacionalmente na área.

Financiamentos de pesquisa são parte importante dos investimentos do governo e alvos de constantes debates no cenário político nacional. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação o Brasil investe aproximadamente 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. Nesse total, está incluída uma entidade chave para a produção científica que, apesar de ser um órgão estadual, é uma das grandes responsáveis pelo apoio à ciência a nível nacional.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, também conhecida por FAPESP, é uma agência de fomento à pesquisa do estado de São Paulo criada em 1960 com o objetivo de fornecer apoio financeiro a projetos de pesquisa de ciência e tecnologia. 

O suporte acontece por meio de bolsas e auxílios a pesquisadores de graduação e pós-graduação. Hoje, a instituição conta com um orçamento correspondente a 1% do total da receita tributária do Estado, sendo uma determinação constitucional.

O suporte na prática

Henrique Afonso, graduando em jornalismo pela Unesp de Bauru-SP foi contemplado com uma bolsa da FAPESP em 2023 para realizar um intercâmbio trabalhando em seu projeto de pesquisa sobre jornalismo e tecnologia. 

Investigando as potencialidades de interatividades da tecnologia 5G, a quinta geração da rede móvel, no contexto da profissão, Henrique passou mais de 3 meses na Espanha, em Barcelona, e ganhou nova perspectiva.

“Tive contato com pesquisadores internacionais, pesquisadores da minha área de pesquisa. Tive um contato com uma nova metodologia e isso foi o mais fundamental”. 

O estudante revela que passou a ter um foco diferente em sua pesquisa após a mudança. Além da tecnologia 5G, Henrique também investigou o papel da inteligência artificial inserida no contexto do desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação. “Pude aplicar uma metodologia chamada scoping review. Nunca imaginei montar uma equação em uma base de dados para otimizar uma busca”, “Isso pôde levantar muitas oportunidades”, complementou. 

Os resultados alcançados foram dignos de reconhecimento, já que Henrique teve um dossiê de pesquisa sobre jornalismo 5G e Inteligência Artificial que foi publicado no site da Universidade de Barcelona.

Riscos à autonomia da entidade

A FAPESP pode contar com cortes de orçamento de até 600 milhões de reais no ano de 2025. O projeto de lei 302/24, apresentado por Tarcísio de Freitas, Governador do estado de São Paulo, pretende atualizar o repasse de 1% da receita do estado à instituição para 0,7%. Por se tratar de um programa que tem autonomia garantida por lei, o risco de perda é novidade e pode causar impacto em projetos de pesquisas vigentes.

Para Henrique, o órgão “não é gasto, porque gera retorno”. O estudante alega que “o retorno é muito grande, porque amanhã essas pesquisas vão estar em cooperação internacional, alguém vai criar uma startup, um produto e isso vai gerar renda para o estado”. 

Eli Rodrigues, professor universitário e livre docente em filosofia pela Unesp, também defende a autonomia da FAPESP e explica: “se não fossem os financiamentos da FAPESP, eu não seria Professor, doutor e livre docente. Não teria os resultados que consegui como professor.”

E Eli não está sozinho. Outros docentes também enxergam na pesquisa a sua contribuição para a universidade e, mais do que isso, para a sociedade. De acordo com o Escritório Geral de Dados da Unesp (EGD), estão atualmente envolvidos com a pesquisa 2.850 docentes RDIDP, um regime especial de trabalho que visa contribuir para a qualificação do docente e exige 40 horas semanais de dedicação exclusiva.

Fonte: Escritório Geral de Dados da Unesp

A Unesp oferece uma gama variada de cursos de graduação e programas de mestrado e doutorado, o que resulta numa extensa produção científica em todas as áreas do conhecimento.

Fonte: Escritório Geral de Dados da Unesp

Sobre o possível corte e as discussões acerca de um novo repasse de verba, Eli foi categórico em afirmar que:

“o fato de ter essas garantias em relação à real política que acontece na troca de governadores foi o que garantiu esse tempo todo o volume de investimento grande e uma espécie de proteção da instituição contra eventuais ataques de tendências políticas contrárias ao desenvolvimento da ciência. Como é claramente essa essa política do Tarcísio”.

Futuro da pesquisa

Para Henrique, apesar da experiência positiva no ano de 2023 os próximos anos serão complicados. O bolsista enxerga que há um “movimento pendular” de ideologias de governos que podem oferecer risco à estrutura da entidade. Eli também considera que “ondas de pensamento retrógrados” sempre estão presentes e que luta por autonomia da ciência e de mais órgãos de investimentos em pesquisa será constante.

Quais são as bolsas oferecidas pela FAPESP?

Até maio de 2024, a FAPESP contemplou 181 projetos de pesquisa com financiamento por meio de bolsas, segundo dados da própria instituição. Mas quais são as modalidades de bolsas oferecidas pelo órgão estadual de apoio à pesquisa?

Iniciação Científica
Destina-se a alunos de graduação de faculdades públicas ou privadas de São Paulo para o desenvolvimento de pesquisa científica ou tecnológica, sob a orientação de pesquisador que tenha título de doutor.

Mestrado
Destina-se a alunos de pós-graduação de faculdades públicas ou privadas de São Paulo para o desenvolvimento de projeto de pesquisa que resulte em dissertação. O orientador deve ter título de doutor ou qualificação equivalente.

Doutorado
Destina-se a alunos de pós-graduação em faculdades públicas ou privadas do estado de São Paulo para o desenvolvimento de projeto de pesquisa que resulte em tese. O orientador deve ter título de doutor ou qualificação equivalente.

Doutorado Direto
Destina-se a alunos de pós-graduação de faculdades públicas ou privadas de São Paulo, sem o título de mestre, para o desenvolvimento de projeto de pesquisa que resulte em tese. O orientador deve ter título de doutor ou qualificação equivalente.

Doutorado Direto – MD-PhD
Destina-se a alunos com excelente desempenho/aproveitamento acadêmico, selecionados pelo Programa MD-PhD de faculdades públicas ou privadas do estado de São Paulo, para o treinamento integrado de dupla titulação: médico (MD) e doutorado em pesquisa (PhD) e nas quais esses alunos estejam realizando a graduação. Os alunos deverão ter matrícula especial em programas de pós-graduação conceito CAPES igual ou superior a cinco, oferecido pela Instituição de ensino superior sede de sua graduação em medicina, para o desenvolvimento de projeto de pesquisa que resulte em tese.

Pós-Doutorado
A solicitação deve ser apresentada por pesquisador vinculado a Instituição de ensino superior ou pesquisa no estado de São Paulo, que será o Supervisor do bolsista de Pós-Doutorado. O Supervisor deve ter título de doutor ou qualificação equivalente.

Treinamento Técnico
Capacitação técnica. O orientador do bolsista deverá ser o Pesquisador Responsável pelo projeto ou um dos Pesquisadores Principais aprovados pela FAPESP.

Jovem Pesquisador
Destina-se a apoiar projetos de pesquisa que favoreçam a nucleação de novos grupos e a descentralização do sistema estadual de pesquisa, desenvolvidos sob responsabilidade de pesquisador com excepcional desempenho para a fase da carreira em que se encontra.

Ensino Público
Os projetos deverão ser elaborados, em cooperação, por pesquisadores e profissionais vinculados às escolas. As várias etapas do desenvolvimento da pesquisa serão objeto de registro sistemático e reflexão crítica por parte dos dois grupos.

Jornalismo Científico
As Bolsas de Jornalismo Científico se destinam a estudantes de graduação e profissionais diplomados em qualquer área, que não tenham vínculo empregatício e que tenham concluído ou estejam realizando um Curso de Introdução ao Jornalismo Científico.

Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE)
Destina-se a apoiar a realização de estágios de pesquisa de curta e média duração, por bolsistas FAPESP de Iniciação Científica, Mestrado, Doutorado Direto, Doutorado e Pós-Doutorado e deve ser usufruída durante a vigência da Bolsa no País.

Bolsa de Pesquisa no Exterior (BPE)
Destina-se a pesquisador com título de doutor ou qualificação equivalente, comprovada por sua súmula curricular, vinculado a uma Instituição de pesquisa no estado de São Paulo, para a realização de atividades de pesquisa em Instituição no exterior.

Se quiser saber mais sobre as bolsas e auxílios fornecidos pela FAPESP, clique aqui.

O que é a Extensão Universitária?

“A Extensão Universitária é um processo educativo, cultural e científico, que se articula ao ensino e à pesquisa de forma indissociável, e que viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a sociedade.” Esta é a definição de Extensão Universitária na Resolução Unesp de número 11, de 2012. 

De maneira simplificada, a Extensão permite que ocorra a conexão dos estudantes com a comunidade, juntamente com a aplicabilidade do que é aprendido e pesquisado no ensino da graduação. O Pró-reitor da PROEC (Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura), Raul Guimarães, explica que a política nacional de Extensão Universitária publicada em 2012, na qual a Unesp é signatária, determina que Extensão pode ser exercida em cinco modalidades diferentes, sendo elas: programas, projetos, eventos, cursos e prestação de serviços. 

Os programas de extensão são contínuos, já um projeto tem começo, meio e fim, possuem um problema e têm um tempo determinado para sua resolução. Os cursos e eventos são pontuais. E a prestação de serviço é bastante literal, sendo composta, por exemplo, pelas empresas juniores.

Fonte: Escritório Geral de Dados da Unesp

Contudo, além de estar entre uma dessas categorias, é necessário possuir cinco princípios para ser considerado uma Extensão: a indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão; a relação dialógica entre os saberes; a interdisciplinaridade, o impacto social e a transformação na vida estudantil. 

Raul explicou, em entrevista à Agência Trilhos, um pouco mais sobre o que ele chamou de “princípios norteadores”. A dialógica é uma troca de experiências, é o diálogo com quem está “do outro lado do muro”. O Pró-reitor afirma: “Não existe extensão para dentro, a extensão é para fora”. A interdisciplinaridade é a possibilidade da união de saberes de cursos diferentes dentro de uma mesma extensão. Já a indissociabilidade é a impossibilidade de separar o ensino e a pesquisa da extensão. “Não existe extensão sozinha. A Extensão é extensão da pesquisa e do ensino”- comenta Raul. E em relação ao impacto,  é necessário que seja possível impactar tanto a comunidade, a sociedade, quanto o aluno.

“Não existe Extensão se você não transforma. A extensão é transformadora”, enfatiza o Pró-reitor.

Além disso, é válido destacar que as Extensões buscam identificar quais são os problemas sociais relevantes, quais os grupos são mais vulnerabilizados e como podem impactar de alguma forma. Para isso, a Proec segue algumas agendas que auxiliam a apontar alguns focos para atuação. Raul conta que hoje eles estão seguindo principalmente a Agenda Unesp 2030 que foca nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU; a Agenda dos Direitos Humanos e as Agendas das Economias Sociais, Solidária e Criativa.

PROEX ou PROEC?

Até 2021, a Pró-Reitoria de Extensão Universitária da Unesp se chamava PROEX, porém enxergou-se a necessidade de uma maior valorização da cultura dentro da extensão. Assim, assemelhando-se a outras universidades, como UNICAMP e USP, a Unesp adicionou a palavra “cultura” ao nome da Pró-Reitoria, tornando-se, então, PROEC – Pró Reitoria de Extensão Universitária e Cultura.

A realização dessa mudança foi feita pelo Pró-reitor vigente, Raul Guimarães. Além da mudança do nome, criou também a Coordenadoria de Ações Culturais (CaAC), dando um peso ainda maior para a cultura, permitindo uma melhor organização das ações culturais. 

Contudo, é válido destacar que a institucionalização da política cultural foi durante o fim da administração da Professora Doutora Cleópatra da Silva Planeta, quem alterou o regimento da Pró-reitoria, estabelecendo uma política de ação cultural e detalhando ainda mais como deveriam ser os trabalhos nas unidades através do Comitê de Ação Cultura local (CACs).

Curricularização da Extensão

A inserção de horas obrigatórias em Extensão Universitária no currículo dos discentes foi um processo bastante longo. Um ano de destaque foi o de 2018, em que foram aprovadas as “Diretrizes para a Extensão na Educação Superior”, nas quais definia a obrigatoriedade de 10% da carga horária voltada para a Extensão Universitária. Com uma Lei Federal, a implementação se tornou obrigatória, permitindo que fosse cumprida efetivamente o que a Constituição Brasileira de 1988 já previa, no Art. 207, quando abordava a questão da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão.

O Pró-reitor elucida o motivo pelo qual houve tanta demora para a resolução e explica que “as universidades brasileiras são conservadoras, brancas, eurocêntricas e masculinas” e com um modelo clássico de universidade detentora de saber superior. Ele acrescenta que a Extensão “tenta quebrar esse modelo [clássico]” e que faz parte de um “processo de desenvolver uma universidade aberta para à sociedade”. Ou seja, a Extensão corrobora para a criação de uma Universidade que contraria as ideias que vigoravam até então.

Em relação à implementação da curricularização, Raul conta que a “Unesp estava atrasada”. Ele entrou em 2021 e possui apenas mais um ano para o cumprimento no prazo estabelecido e foi necessária a alteração, na questão citada, de 136 cursos ao mesmo tempo.

Então, na prática, toda a cultura extensionista é muito recente. A Professora Doutora Michelle Roxo, uma das três orientadoras do projeto de extensão “Gênero em Pauta”, comenta sobre essa nova fase:

“A gente ainda está construindo essa política extensionista dentro da Unesp, porque não é que a extensão não existisse, mas ela não tinha a força que hoje ela está ganhando”.

E reforça o recorte histórico já mencionado por Raul: “Se a gente pensar historicamente, primeiro o ensino e depois a pesquisa foram os alicerces da universidade. A extensão era o pilar fraco dessa estrutura”.

As discussões sobre extensão continuam 

Depois de dez anos, foi retomada pela Unesp a discussão sobre Extensão Universitária, no “Congresso de Extensão Universitária – edição 2024” que ocorreu do dia 07 a 10 de abril, no seminário Santo Antônio, em Agudos, com a temática de “extensão emancipatória”. O evento contou com a presença de docentes, discentes, servidores, técnicos administrativos e vice -diretores dos 34 campus da Unesp. 

Pró-reitor da Proec da Unesp explicou um pouco mais sobre a escolha do tema, afirmando que “emancipação envolve uma consciência crítica, uma autonomia”, algo que desejam explorar e desenvolver cada vez mais através da extensão. Ele destaca também a questão da transformação dentro de uma extensão, a necessidade de uma transformação da sociedade e também pessoal.

No primeiro dia, ocorreu no local, antes do início do Congresso, o “Fórum de Extensão e Cultura das Estaduais Paulistas”, com representantes da Unesp, USP e Unicamp.  Enriquecendo ainda mais o debate, além de um maior entrosamento entre as universidades sobre a temática em pauta. 

Em entrevista, Raul reitera a relevância do evento: “O congresso de extensão universitária é um espaço muito importante para discussão e debate do tema”. Além disso, contou que foi muito importante para entender as ações que necessitavam ser priorizadas para a elaboração do próximo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Extensão Universitária da Unesp. E já foi publicada uma Carta com as principais resoluções.

O evento contou com rodas de conversa, palestras, grupos de trabalho com temáticas específicas de discussão e diversas atividades e dinâmicas que estimularam a reflexão sobre a temática de Extensão e Cultura e seus desdobramentos, como o ensino, as políticas públicas e problemáticas sociais. A professora e doutora do Departamento de Comunicação Social, Michelle Roxo esteve presente e comentou: “Foi muito bonito e potente”. 

A Extensão na prática

Para os professores

Dentre as diversas modalidades da Extensão Universitária, um projeto de extensão é bastante popular e diversificado, pois busca integrar o ensino, a pesquisa e as demandas da sociedade. Ele é coordenado por um ou mais professores e conta com a participação de discentes, técnicos administrativos e colaboradores. 

O projeto Gênero em Pauta é coordenado pelas professoras Michelle Roxo, do Departamento de Comunicação Social, Mônica Moura, do Departamento de Design, e Larissa Pelúcio, do Departamento de Ciências Humanas. Ele possui o objetivo de trazer o debate sobre as vulnerabilidades sociais de gênero, com pautas trazidas pela própria comunidade. 

A idealização do projeto surgiu em 2022, durante o período de ingresso de Michelle na Unesp, quando, na execução do concurso, era necessário apresentar uma ideia de extensão. Já como docente, em 2023 ela reformulou seu projeto, definiu melhor sua proposta, em conjunto com as professoras Mônica e Larissa, e então o submeteu no edital chamado “Vamos Transformar o Mundo”. O projeto foi selecionado e assim conseguiram não só efetivar a ideia como projeto de extensão, como também puderam contar com recursos e bolsas. 

Em entrevista, a professora esclarece que um projeto pode ser submetido via sistema, sendo analisado por instâncias para a aprovação e avaliação dentro na universidade ou por editais. Ela preferiu buscar o edital, porque esse, em específico, previa recursos e Michelle destaca que a questão financeira acaba sendo de grande importância para um bom desenvolvimento do projeto. “De uma certa forma, às vezes, coisas que parecem até banais, por exemplo, o transporte, não é. Como você se desloca até a comunidade? Como de repente você cria uma estrutura para trazer a comunidade aqui dentro?”. Além das bolsas para os alunos. O Pró-reitor comentou que, em sua gestão, buscou aumentar o número de editais, pois acreditava que era uma forma mais ampla e democrática para aplicar a verba.

O projeto está hoje em andamento e Michelle afirma que muito se estrutura quando ele é colocado em prática, então sempre buscando adequar o “Gênero em Pauta” para atender as demandas da comunidade. Ele está previsto para ser encerrado no final de 2024, mas a professora acredita que novas demandas possam surgir, então tem intenção de prolongá-lo se possível.

Em relação ao seu primeiro contato com a extensão, Michelle conta como está sendo essa experiência: “É um aprendizado muito, muito importante, porque é um aprender também o que significa esse diálogo mais horizontal”. Relata também como entende o papel da Extensão: “eu tenho, hoje em dia, um senso do quanto esse tipo de atividade tem uma importância política e social para reforçar o próprio papel da universidade no território”. E complementa: “Tenho muita gratificação em em realizar a extensão, porque eu vejo isso acontecendo, mesmo que muito pontualmente dentro dos limites do nosso projeto.”

Por fim a professora destaca ainda os desafios que tem percebido: “Uma questão que aparece para mim é, como conseguir interligar mais os projetos”. Ela percebe a necessidade de ações mais coletivas, “criar interlocuções entre projetos, entre as forças de trabalho dentro da própria universidade”, para conseguir abarcar mais demandas da comunidade. Contudo, apesar dos desafios, ela conta da satisfação de ter o que chamou de “retorno simbólico”.

“É um retorno simbólico de você entender que, afinal, o que a gente está fazendo aqui é algo vivo, é um diálogo vivo”, conclui Michelle.

Para os alunos

Bianca dos Santos é estudante de Jornalismo, tem 19 anos e ingressou na faculdade em 2023. Eduarda de Souza, faz Artes Visuais, tem 21 anos e entrou na Unesp em 2021. Heloísa Pereira tem 19 anos e está cursando Bacharelado em Sistemas de Informação desde 2023. Essas três mulheres, com cursos tão distintos, participam de um mesmo projeto de extensão: o Biblioteca Falada.

O também conhecido como BF é um Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Mídia e Acessibilidade da FAAC (Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design. O laboratório possui o foco na questão de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e reúne membros de todas as três faculdades do campus: FAAC, FC e FEB.

As motivações são as mais distintas. Enquanto Bianca buscou o projeto para aprimorar mais as suas habilidades no campo de seu curso, Heloísa se interessou justamente pelos conhecimentos que sabia que trabalharia no projeto e não poderia trabalhar na sua graduação. Já Eduarda se interessou pela oportunidade de aprender a criar artes pensadas para todos os públicos, respeitando a diversidade. 

Um projeto de extensão, quando é contemplado por bolsas, além de permitir aprendizados e trocas, também contribui para a permanência de estudantes na universidade. Heloísa é um perfeito exemplo da importância do auxílio financeiro das mais diversas formas que podem ocorrer na Universidade. Em entrevista, ela afirmou: “A bolsa contribuiu diretamente para a minha permanência na universidade”. Ela contou que, em seu primeiro ano, não conseguiu solicitar o auxílio permanência, por ser “um processo mais complicado e com um prazo mais curto”, e, por isso, conseguir a bolsa foi essencial para que pudesse se manter morando em Bauru, já que ela era de outra cidade e não tinha outra fonte de renda na época. Bianca também recebe bolsa e afirma ser um auxílio importante em suas despesas.

Os depoimentos em relação às suas experiências reforçam ainda mais a necessária política extensionista dentro das universidades. Bianca conta que participa de três projetos de extensão e para ela os aprendizados são em todos os campos, desde as habilidades que aprende na graduação e são reforçadas no ensino, até as mais comportamentais, de trabalho em grupo e gestão de tempo. Ela destaca ainda o ambiente do projeto de extensão como um local para fazer amizades e networking, que podem vir a ser essenciais em seu futuro. Já a Eduarda reforça o aprendizado que está tendo e levará ao seu futuro profissional, ela tem intenção de ser professora de artes visuais e afirma: “é necessário, como professora, possuir ferramentas e saberes para poder entender e respeitar a diversidade dos meus alunos enquanto leciono.”  E Heloísa destaca a troca com a comunidade:

“A gente leva um pouco de experiência universitária e recebe um pouco de vida no ‘mundo real’”.

Para a comunidade

A comunidade é uma peça essencial para a existência da Extensão, já entre os princípios básicos, está a transformação ou o impacto na sociedade. Isso vem de uma ideia de universidade aberta, extramuro como já citado. Atualmente são extremamente diversos os projetos, programas e outras atividades que estão em vigor nos 36 campus da Unesp. E essa é exatamente a ideia: conseguir alcançar de maneira efetiva o máximo de necessidades da população.

Uma das ações do Pró-reitor da Proec em sua administração, é a criação de um banco de dados com o mapeamento do alcance e impacto das extensões da Unesp no estado de São Paulo. Ele afirma que hoje não se tem os dados, não se sabe o que foi alterado com a curricularização. “Só é extensão se impacta, mas se perguntar qual foi o impacto, este Pró-reitor não sabe te dizer.” Ele afirma que o sistema também é muito importante para o planejamento e entendimento das necessidades e prioridades.

Contudo, apesar da falta de dados de maneira ampla e geral, é possível de maneira bastante pontual observar algumas repercussões na comunidade, gerada por um projeto de extensão. Por isso, a Agência Trilhos trouxe o depoimento de Alessandro Salsa, ex-aluno e presidente do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Joaquim Rodrigues Madureira, na cidade de Bauru, que foi revitalizada pelo Projeto de Extensão da Unesp Ao Vivo em Cores

Alessandro conta que a ação do Ao Vivo foi muito além de mudar a parte estética da escola, a presença do projeto ajudou a gerar um interesse maior pela faculdade, por parte dos alunos.

“Foi muito além de pintar paredes, ajudou os alunos a se interessarem mais pela faculdade e se dedicarem mais aos estudos.”

Acrescenta ainda que o contato com o projeto o auxiliou em suas habilidades de socialização. Depois da ação em sua escola, ele participou como voluntário na ação da Escola Estadual Guia Lopes, a mais recente do projeto, e afirma: “Gosto da experiência que os projetos voluntários e de extensão me proporcionam”. 

Para conhecer um pouco mais sobre o Alessandro e o impacto que o projeto pode gerar na vida de uma pessoa, assista ao vídeo de seu depoimento aqui embaixo.

AGÊNCIA TRILHOS INDICA

se quiser saber mais sobre projetos de extensão
ESTAÇÃO EX: Videocast voltado para discussões sobre Extensão Universitária. Disponível no YouTube e Spotify da Proec Unesp.

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