Além da competição, o evento contará com shows e performances ao longo da noite
Por Isabela Giro
O Coletivo Vera (@coletivoverabauru), responsável pela organização, anunciou que esse ano a competição ocorrerá no dia 28 de junho, às 19h. A ideia da ocasião é proporcionar um espaço seguro para a celebração da comunidade LGBTQIAPN+ e coroar os próximos representantes da diversidade local.

Durante o evento, sediado no Hall Palace, vão ser apresentadas três categorias:
- Miss Gay (transformista/drag queen)
- Mister Gay
- Miss Trans.
Inicialmente, também seriam inclusas as categorias “Mister Trans” e “Miss Lésbica”, contudo, ambas foram canceladas devido à insuficiência de inscrições.
Os participantes devem portar duas categorias de vestimenta: um traje esporte fino e outro de gala. A partir disso, eles são avaliados a partir de critérios como harmonia corporal, desenvoltura e elegância. Depois da pontuação dessa fase, são escolhidos três finalistas de cada categoria, que passam por uma prova de oratória em frente aos juízes. Por fim, todas as pontuações são somadas e os novos porta-vozes da diversidade são anunciados.
A bancada é formada por seis jurados, que fazem parte do meio LGBTQIAP+, e que são pré-selecionados com base nos conhecimentos sobre moda, maquiagem, cabelo e passarela.
Durante o evento artistas também estarão performando, como:
Os convites são limitados e poderão ser adquiridos por meio de bilheteria online a partir de sábado, dia 21. O valor é R$10,00, mas trazendo 1kg de alimento não perecível passa a ser R$5,00. A arrecadação será destinada à Associação de Mulheridades, Transexuais E Travestis (AMTT) e Associação TranSolidárias.
“É uma visibilidade muito grande”, diz Vitor Grassi, presidente do Coletivo Vera. “Não só pra nós da comunidade LGBT, mas pra gente poder ver quem está com a gente, quem apoia a nossa causa”, conclui.
Antes da existência do concurso, Vitor, que interpreta a persona Kyara Arayk, tornou-se a primeira Miss Diversidade Bauru, em 2022. Percebendo a ausência de uma cultura de Miss, como a que ocorre em outras cidades da região – como Tupã e Marília – ele recorreu à prefeitura para poder ser coroado durante a Parada da Diversidade daquele ano.
Assim, ele pode representar Bauru no Miss Diversidade São Paulo, no qual ocupou a quarta posição e, eventualmente, poderia participar de competições de maior escala – como nacional – caso fosse classificado.
Por isso, em 2023, o Coletivo Vera surgiu justamente para dar continuação a essa cultura e viabilizar a criação do Miss Diversidade Bauru. Antes, a organização era composta por 15 pessoas, hoje, no entanto, são apenas 6.
“E estamos correndo atrás, sozinhos, sabe, de tudo isso. Vendendo rifa, [indo] atrás de patrocinadores. Porque tudo é um gasto”, diz Vitor.
Ao contrário das outras edições, a de 2025 não conta com o apoio da Secretaria de Cultura, devido a desavenças sobre o local do evento. Então todos os custeamentos – como prêmios e aluguel do espaço – são provenientes de patrocínios e parcerias com empresas e instituições da região.
“Às vezes, as pessoas acham que nós fazemos isso porque ganhamos algum dinheiro em troca. Mas, não, a gente faz por amor, por carinho e por sonhos”, afirma.
Apesar de conseguir retorno financeiro ocasional com apresentações de Kyara Arayk, Vitor ainda precisa se manter por meio de um emprego CLT. Ele ressalta que, embora trabalhoso de se estruturar, o evento serve principalmente para possibilitar um espaço para outros membros da comunidade mostrarem sua própria arte.
Além da competição, o coletivo promove outros eventos para a comunidade ao longo do ano, como a Oficina Drag, em parceria com o Senac, e festas, como a de Halloween, cujas arrecadações são revertidas para a comunidade LGBTQIAPN+.




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