Enquanto jogadores relatam frustração com o PS5, expectativa sobre inovações na nova geração cresce
Mário Neto

No fim de 2020, o PlayStation 5 e o Xbox Series X eram lançados, inaugurando a atual geração de consoles. Agora, pouco mais de 5 anos depois, o assunto na Sony não é outro senão o futuro do PlayStation 6.
A informação foi confirmada por Hideaki Nishino, CEO da divisão de experiência de plataforma da Sony Interactive Entertainment .Em uma reunião de negócios com investidores no dia 13 de junho, o executivo explicou que a companhia está direcionando seus principais recursos para o desenvolvimento do novo console.
“O futuro da plataforma é uma prioridade. A Playstation está comprometida em explorar uma maneira nova e aprimorada para os jogadores se envolverem com nossos conteúdos e serviços”, afirmou Nishino.
Segundo o Insider Gaming, o CEO ainda indicou que streaming de jogos pode ser um futuro viável para a plataforma, mas como opção extra.
Por ora, não se sabe que tipo de serviço ou poder gráfico o PS6 poderia oferecer, e o console não possui data de lançamento. Atualmente continuam disponíveis para venda no mercado brasileiro e internacional o PS5 Slim e o PS5 Pro, e seus devidos concorrentes, Xbox Series X e S.
A recepção da comunidade de jogadores à possibilidade de um novo console não tem sido unânime. Parte do público avalia que a transição do PlayStation 4 para o 5 não trouxe inovações significativas, e apontam que, ao longo de cinco anos, o PS5 apresentou poucos jogos exclusivos e melhorias gráficas pontuais. A recorrência de remakes e a ausência de títulos inéditos marcantes têm levado jogadores a questionar o que uma nova geração de console realmente poderia oferecer.
Rafael Ravagnani, graduando em design e dono de um PS5 desde o lançamento do console em 2020, compartilha dessa percepção.
“É bem frustrante. Parece que este console foi lançado apenas como um tapa-buraco, com o objetivo de continuar tirando dinheiro dos consumidores”, afirma.
Segundo ele, poucos jogos realmente exploraram o potencial do hardware, e a escassez de títulos marcantes evidencia uma geração morna. Com isso, a expectativa em torno do PlayStation 6 é alta.
“O PS6 precisa entregar algo digno do nome nova geração. Chega de promessas vazias e jogos que parecem versões ligeiramente melhores do que já vimos no PS4”, completa.
Entre os pontos que ele acredita serem essenciais, estão avanços visíveis em inteligência artificial, física, retrocompatibilidade total e uma estratégia de lançamento mais transparente por parte da Sony.




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