Depois de 7 anos e para alegria dos fãs, o ex-vocalista de uma das maiores bandas britânicas dos anos 80 anuncia show em São Paulo
Marina Merli
Eternizado pelo The Smiths, envolvido em várias polêmicas e um dos maiores astros ingleses dos anos 80, Morrissey anuncia show em 12 de novembro no Brasil. Ele se apresentará no Espaço Unimed em São Paulo.
A venda de ingressos começou na sexta-feira dia 13 pelo site da LivePass e ainda tem a opções para venda geral, porém as meias para clientes Unimed já se esgotaram. Os ingressos variam entre R$245 (pista, meia-entrada) e R$1000 (camarote, inteira).
Formada em 1982 na cidade de Manchester, a banda The Smiths rapidamente se destacou como um dos nomes mais importantes do rock alternativo britânico. Composta por Morrissey nos vocais, Johnny Marr na guitarra, além de Andy Rourke no baixo e Mike Joyce na bateria, a banda criou uma sonoridade marcante que combinava letras introspectivas e críticas sociais com melodias intimistas e envolventes. Em meio à cena musical dominada por sintetizadores e produções eletrônicas da época.

Mesmo com uma carreira curta, a banda se separou em 1987 por conta de divergências criativas entre Morrissey e Johnny Marr. O legado dos Smiths permanece vivo através de álbuns icônicos como The Queen Is Dead e Meat Is Murder. Suas músicas ainda fazem muito sucesso entre as novas gerações, encantando fãs com suas atmosferas melancólicas e identidade única. João Zablonski, baixista e vocalista da banda ‘A Terra Vai Se Tornar Um Planeta Inabitável’ e grande fã dos Smiths comenta sobre o impacto da banda na cena do rock nos anos 80:
“Eu acho que a importância dos Smiths nos anos 80 e no rock alternativo é mais a sonoridade que eles trouxeram, assim, pro mainstream,que chegou pra todo mundo, aquele negócio que era escondido, que era guardado, chegou pra todo mundo e todo mundo teve acesso. E aí eu acho que trouxe aquela identidade de sonoridade que eles têm em várias bandas atuais ou várias bandas da mesma época, sabe? Acho que todo mundo tem um pouco de Smiths ali nos anos 90, todo mundo tem um pouco de Smiths nos anos 2000, das bandas alternativas. Então, eu acho que a sonoridade deles foi muito importante nos anos 80 e abriu outras portas para que outras pessoas pudessem imaginar uma música além do glam rock e do heavy metal que tava, tipo, estouradaço na época.”

Logo após a saída de Morrissey do The Smiths, ele ingressou em carreira solo e seguiu de forma bem sucedida com hits como Suedehead, Everyday is Like a Sunday e First of the Gang to Die. Embora seja reconhecido como um grande artista da música britânica, sua carreira solo tem sido marcada por uma série de declarações polêmicas incluindo críticas à imigração, apoio a partidos de extrema-direita e falas consideradas xenofóbicas e insensíveis.
Tais posicionamentos geraram uma crise de imagem que afastou parte do público e trouxe à tona mais uma vez debates sobre a separação entre artista e obra. Ainda assim, muitos fãs tentam preservar a relação afetiva com a música produzida pelos Smiths e o ex-vocalista em questão, como é o caso de Zablonski. Para ele, o legado da banda vai muito além de Morrissey: envolve também a genialidade de Johnny Marr nas guitarras, as linhas de baixo de Andy Rourke e a bateria de Mike Joyce. O fã admite o incômodo ao consumir a obra de alguém com quem discorda, mas pondera que o impacto cultural dos Smiths e do próprio Morrissey já está feito.
Após sete anos sem pisar em solo brasileiro, o artista finalmente retorna ao país, depois de uma sequência marcada por adiamentos e cancelamentos de shows. Em 2023, o cantor tinha apresentações previstas em São Paulo e Brasília, mas acabou não vindo por ter sido diagnosticado com dengue.
Na época, os shows faziam parte de uma turnê especial que comemorava os seus 40 anos de carreira e foram remarcados para 2024. No entanto, a nova data também foi comprometida: por conta de um mês antes das apresentações, o artista cancelou toda a turnê na América Latina, alegando exaustão física. É esperado do público que Morrissey tenha a sua redenção e finalmente se apresente em São Paulo. “Então, espero que ele não cancele e que ele faça um showzão aqui no Brasil.” Comenta João Zablonski a respeito do assunto.

Abaixo, um link com as melhores do The Smiths e do Morrissey





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