Terceira temporada da série estreia dia 2 de abril com elementos de produções coreanas

Marcela Calarezi

Foto: Divulgação/Netflix

Nesta quinta-feira (2), a série “Com carinho, Kitty” estreia sua terceira temporada na Netflix. Estrelada por Anna Cathcart, a série faz parte do universo da trilogia “Para todos os garotos que já amei” – inspirada nos livros da autora Jenny Han – e acompanha a protagonista Kitty, irmã da protagonista da trilogia de filmes, Lara Jean.

A trama se passa em Seul, na Coréia do Sul após Kitty ganhar uma bolsa de estudos para estudar na KISS, colégio internacional em que sua falecida mãe estudou. Apesar de ser uma produção americana, “Com carinho, Kitty” navega pela cultura coreana em diversos aspectos, seja na trilha sonora com músicas do K-pop ou em elementos que reproduzem a estética típica dos K-dramas.

BTS, um dos grupos de K-pop mais famosos da atualidade. (Foto: Divulgação)

Segundo o UOL, “Com carinho, Kitty” na sua estreia, em 2023, alcançou o segundo lugar no top 10 semanal do ranking da Netflix, com 72,1 milhões de horas visualizadas, sendo um dos sucessos da plataforma de streaming. 

Hallyu – “Onda coreana”

A escolha de uma produção americana de sucesso de retratar uma história com elementos da cultura pop da Coréia revela como o ocidente vêm sendo influenciado nesse aspecto nos últimos anos, principalmente a geração Z. Entre música, cinema, beleza e gastronomia, a popularização dessa indústria faz parte de um fenômeno chamado Hallyu, que significa “onda coreana”. 

De acordo com o Jornal da USP, a professora e coordenadora do curso de Coreano da USP, Yun Jung Im, explica que o Hallyu se iniciou por volta dos anos 90 e passou por diferentes fases ao longo do tempo, com alcance regional no início e expansão global gradual.

Segundo o jornal, as fases são divididas em “Hallyu 1.0: centrada nos K-dramas e com alcance regional, principalmente na Ásia; Hallyu 2.0: com foco no K-pop, ganhou força no início dos anos 2000; Hallyu 3.0: a partir de 2010, o K-pop e os doramas passaram a ter grande destaque em escala global; Hallyu 4.0: é a fase atual, marcada pela expansão para outras áreas, como beleza, moda, cosméticos, gastronomia, games e outros produtos culturais”.

Influência sobre a geração Z

Luíza Alvarez, de 22 anos, começou a consumir K-pop em 2016 por conta de uma amiga em comum, por meio de vídeos na rede social YouTube. Ela explica que na época “gostava bastante da estética e da forma que a música e os cantores eram apresentados”, mas que hoje em dia sente que o movimento musical “se americanizou e perdeu seu real significado”.

A jovem também conta que quando começou a assistir os K-dramas, foi influenciada a buscar mais sobre a cultura da Coréia do Sul. “De certa forma eles [K-dramas] mostram mais sobre a vivência de lá, ao contrário das músicas”, compartilha. 

K-drama “O Amor Mora ao Lado”. (Foto: Divulgação/Netflix)

Luíza ainda completa que tem “muitos amigos que se interessaram a buscar as comidas típicas para experimentar, apenas para ter aquela experiência de ‘dorama’”. 

O sucesso de “Com carinho, Kitty” com suas histórias, reviravoltas e elementos da cultura sul coreana revela como o fenômeno Hallyu se instalou no mundo desde o seu início, há 30 anos atrás, e pretende continuar ocupando seu espaço no ocidente.

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