Município integra estratégia de Multivacinação e terá Dia D em 22 de agosto
Júlia França
O Brasil registrou 24 casos de sarampo na sexta-feira (7), segundo as autoridades de saúde. São 23 registros no estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro. Diante do avanço da doença, municípios paulistas como Bauru, reforçam a vacinação como principal estratégia para impedir a circulação do vírus.
A recomendação é que todos os moradores de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, com idade entre seis e 59 anos, procurem postos de saúde, independente da situação vacinal, para receber a vacina de reforço contra o sarampo. Cidades do interior do estado como Sorocaba, Rio Preto, Presidente Prudente e Bauru também participam da campanha estadual de Multivacinação.
Na cidade, a população pode procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e as Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira. Não é necessário realizar agendamento. Para ser atendido, é preciso levar um documento pessoal e, se possível, a carteira de vacinação.
O Vírus
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa transmitida pelo ar. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A transmissão pode começar antes mesmo do aparecimento das manchas vermelhas características da doença.
Os principais sintomas são febre alta, coriza, tosse, mal-estar, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Casos de sintomas compatíveis devem procurar atendimento médico e evitar contato com outras pessoas enquanto houver suspeita de infecção.
A confirmação do sarampo é feita por avaliação médica e exames laboratoriais. Durante o atendimento, é importante informar sobre viagens recentes, contato com casos suspeitos e histórico de vacinação.

Por que o sarampo voltou?
O retorno dos casos está relacionado principalmente à circulação internacional do vírus e à falta de proteção vacinal. Países que registraram queda na vacinação passaram a enfrentar novos surtos, aumentando a possibilidade de casos chegarem ao Brasil.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou na sexta-feira (7) que parte dos casos registrados no país está relacionada à entrada do vírus por meio de “importação”.
“Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, afirmou o ministro durante o acompanhamento da distribuição de doses de vacinas no Almoxarifado Central de Guarulhos.

Vacina
A vacina utilizada contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Para crianças de seis a onze meses, a chamada “dose zero” é uma dose adicional e não substitui as doses previstas no calendário de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a necessidade de vacinação de acordo com a idade e o histórico vacinal.
A vacina é contraindicada para gestantes, pessoas com imunodeficiência grave e indivíduos que já apresentaram reação alérgica grave a algum componente do imunizante. Mulheres que estão amamentando podem receber a vacina normalmente.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 7,2 milhões de doses da tríplice viral foram distribuídas aos estados e municípios em 2026 como parte da estratégia de intensificação contra o sarampo. Cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas no país. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses foram destinadas ao reforço do abastecimento.

Dia D acontece em 22 de agosto
Em Bauru, o Dia D de Multivacinação será realizado no sábado, 22 de agosto. As UBSs e USFs estarão abertas das 8h às 17h para facilitar o acesso da população à vacinação.
Além da aplicação da tríplice viral, as unidades também oferecem outras vacinas e serviços de saúde. A orientação é levar a carteira de vacinação e os documentos pessoais para que a equipe possa verificar a situação vacinal e identificar possíveis doses em atraso.






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