Brasil se prepara, Itália fica pelo caminho e Irã é dúvida para o mundial

Elisa Brassoroto

(Foto – Reprodução/FIFA)

O maior evento esportivo do ano se aproxima, e com ele o mundo se prepara para o espetáculo. Enquanto algumas seleções disputam amistosos se preparando para a competição, outras celebram a conquista das últimas vagas rumo à América do Norte em junho.

A Copa do Mundo será sediada por Canadá, México e Estados Unidos de 11 junho a 19 julho de 2026. Com algumas alterações na estrutura original, a FIFA expandiu o número de vagas para a competição de 32 equipes para 48, dando oportunidades para novas seleções escreverem suas histórias no esporte mundial.

Amistosos e eliminatórias

A data FIFA realizada entre os dias 26 de março e primeiro de abril marcou os ajustes finais para as seleções com vagas garantidas da copa. 

A seleção brasileira enfrentou a França e a Croácia em dois amistosos, onde o técnico Carlo Ancelotti rodou o elenco e deu oportunidade a novos jogadores, que vestiram poucas vezes a camisa canarinha. Em Boston, o Brasil foi superado pela França por 2×1. 

O confronto com a Croácia teve um desfecho diferente, os croatas foram superados por 3×1 pelos brasileiros, que enfim vingaram a eliminação da copa do mundo de 2022. 

Ao mesmo tempo que seleções fazem amistosos de preparação, outras seleções cravaram a vaga a menos de dois meses do início da competição. 

República Tcheca, Suécia, Turquia e Bósnia se classificaram para o torneio pelas eliminatórias europeias, e carimbam o passaporte rumo à América do Norte. Frente a Bolívia, a República Democrática do Congo também se classifica para a copa, e tem a chance de disputar o mundial pela segunda vez na sua história. 

Drama Italiano

(Foto – Reuters/Matteo Ciambelli)

Se a Bósnia festeja a classificação, a seleção italiana vai acompanhar a competição do sofá. Os italianos foram superados pelos bósnios nos pênaltis, e ficam fora da terceira copa do mundo seguida. 

Desde a consagração do título em 2006, a Itália não retornou aos playoffs do mundial, e desde 2018 não figura uma copa do mundo. O drama italiano evidencia a crise no futebol nacional. “Pós 2006 onde a Itália é campeã, o rendimento cai bruscamente e isso acontece porque houve uma troca de ciclo de jogadores, os campeões de 2006, em 2010 já estavam velhos ou aposentados.” diz Maurício Júnior, correspondente do ‘Pitaco do bem’.

 “Em 2014 começa uma reformulação geral na seleção e essa reformulação não acompanha a qualidade do ciclo anterior do futebol italiano. Então, é uma geração bem diferente com um estilo de jogo que destoou completamente do que a gente viu na campeã do mundo de 2006, é uma seleção que não brilha os olhos dos italianos como antes.” completa Maurício.

Tensão Política

(Foto – Reuters/Leonhard Foeger)

A competição também é palco de um conflito político atual, um dos países sede, os Estados Unidos se encontra em guerra com o Irã, país que estará na copa. 

A federação de futebol iraniana pediu para realizar seus jogos no México ao invés dos Estados Unidos, mas teve o pedido negado pela FIFA. Ahmad Donyamali, ministro do esporte do Irã declarou que o país não jogará o mundial, “Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo” disse o ministro. 

O presidente da FIFA, Gianni Infantino afirmou para a agência de notícias AFP  que o Irã estará na competição, “As partidas serão disputadas onde têm que ser disputadas, de acordo com o sorteio”.

De acordo com o sorteio, o Irã enfrenta Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com todos os confrontos sediados nos Estados Unidos.

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